Este é um sitio onde descreverei o que ando a ler, a sentir... Tentarei a todo o custo NÃO adoptar o novo acordo ortográfico
quinta-feira, 21 de julho de 2011
"Cleo" de Helen Brown
Helen estava na casa de uma amiga quando recebeu a notícia: Sam tinha acabado de morrer. Ainda pensou que fosse um familiar distante, mas não - era mesmo o seu filho mais velho. O menino tinha encontrado um pássaro ferido e, numa tentativa de o salvar, correra para o veterinário. Nem viu o carro, não teve tempo: morreu atropelado, à frente do irmão mais novo.
O mundo de Helen Brown começou a ruir. Noites sem dormir, pensamentos suicidas, uma depressão profunda; enquanto, à sua volta, a família se deixava levar pelo desespero, pelas discussões, pela tristeza infinita de perder um ente querido.
Até que um dia bateram à porta. Era uma vizinha, trazia ao colo um gato ainda bebé. Helen já nem se lembrava. Um mês antes tinha ido com os filhos ver uma ninhada, e prometera a Sam que lhe daria a gatinha mais pequena. E ali estava ela, uma impertinente bola de pêlo preto. O seu primeiro impulso foi rejeitar de imediato o pequeno intruso. Mas então viu Rob, o seu outro filho, a acariciar o bichano. E pela primeira vez em muito tempo, viu-o sorrir...
Cleo tinha chegado a casa.
terça-feira, 5 de julho de 2011
"Irmãs de Sangue" de Barbara & Stephanie Keating
Irmãs de Sangue passa-se no Quénia. Durante a infância, três raparigas de meios sociais muito diferentes tornam-se irmãs de sangue: a irlandesa Sara Mackay, a africânder Hanna van der Beer e a britânica Camilla Broughton Smith. Elas juram que nada nem ninguém quebrará o elo que as une mas o que o futuro lhes reserva vai pô-las à prova.Mas as consequências da rebelião Mau-Mau e as tensões e as convulsões do Quénia recém-independente dilaceram os seus sonhos de infância. Separadas pela distância e pelas obrigações familiares as três jovens são atiradas para um mundo de interesses em conflito. Camilla Broughton Smith torna-se numa modelo de sucesso na animada Londres da década de 1960. Sarah Mackay é enviada para a universidade na sua Irlanda natal, uma experiência estranha que apenas fortalece a sua determinação em voltar para África. A família de Hannah Van der Beer esforça-se para manter a fazenda que os seus antepassados africânderes estabeleceram na viragem do século. Os seus laços serão constantemente postos à prova. A sua amizade vira pano de fundo para interesses amorosos concorrentes e promessas quebradas. A agitação política dá origem à violência e a morte torna-se parte integrante das suas vidas.
Irmãs de Sangue é uma história de transição difícil, dos ideais inocentes da infância para as exigências da realidade, por entre acontecimentos catastróficos no continente africano.
terça-feira, 28 de junho de 2011
"Por Ti, Resistirei" de Júlio Magalhães

Carlos e Nicole conheceram-se nas ruas de Paris. As tropas alemãs avançavam em passo forte e determinado, mas todos acreditavam que a capital francesa estava a salvo da loucura de Adolf Hitler. Enganavam-se. Em poucas semanas, as tropas nazis estavam às portas de Paris e milhares de refugiados procuravam salvação. Nicole encontrou-a em Bordéus pelas mãos do embaixador Aristides de Sousa Mendes que lhe entregou um visto para chegar até Portugal, onde finalmente cairia nos braços do seu amado. Longe da guerra, longe do perigo, longe do estigma de ser judia, seria finalmente feliz. Mas há preconceitos que são difíceis de quebrar e mais uma vez os dois amantes são obrigados a seguir caminhos diferentes. Carlos fica em Lisboa, entre os negócios do pai, um homem influente na sociedade salazarista e a doença da mãe. Nicole parte para Londres, uma cidade que vive dias dramáticos sob a ameaça de ser bombardeada pela aviação alemã. Participa no esforço de guerra da melhor forma que sabe, vestindo a farda de enfermeira, pondo em risco a sua vida para ajudar os outros. Na esperança de conseguir esquecer Carlos. Contudo no meio dos escombros da Segunda Guerra Mundial há um amor capaz de resistir a tudo.
segunda-feira, 20 de junho de 2011
"Luzes Do Norte" de Nora Roberts

Um romance sobre duas almas solitárias que encontram amor e redenção numa remota vila do Alasca.
A vila de Lunacy é a última chance para Nate Burke. Como polícia em Baltimore, assistiu à morte do colega na rua, e a culpa ainda o persegue. Sem mais nenhum lugar para onde ir, aceita a função de Chefe da Polícia nessa pequena e remota vila do Alasca. Quando começa a perguntar-se se a mudança não terá sido um grande erro,
um beijo imprevisto e arrebatador na passagem do ano, levanta o seu espírito e convence-o a ficar mais tempo.
Meg Galloway, nascida e criada em Lunacy, está habituada à solidão. Era apenas uma jovem quando o seu pai desapareceu e teve de aprender a ser independente, pilotando a sua pequena avioneta e vivendo nos arredores da vila na companhia dos seus huskies.
Depois do beijo ao novo Chefe da Polícia, permite-se ceder à paixão. E, agora, as coisas em Lunacy começam a aquecer. Há alguns anos, numa das majestosas montanhas que sombreiam a vila, ocorreu um crime que nunca foi resolvido e Nate suspeita que o assassino continua em Lunacy. A sua investigação vai desenterrar segredos e suspeitas, bem como trazer ao de cima o instinto de sobrevivência que fez dele um dos melhores polícias em Baltimore. O que ele não podia saber é que a sua descoberta vai ameaçar a nova vida e o novo amor...
terça-feira, 14 de junho de 2011
"A Odisseia de Homer" de Gwen Cooper
Um felino destemido e as lições que ele me ensinou sobre o amor e a vida.A última coisa que Gwen Cooper queria era adoptar outro gato. Já tinha duas gatas, para não falar de um emprego em que lhe pagavam uma miséria, e estava a tentar recuperar de uma separação difícil. Até que a veterinária das suas gatas ligou para lhe falar de um gatinho de três semanas, abandonado e maltratado, cujos olhos tiveram de ser retirados cirurgicamente. Gwen era a sua última esperança de encontrar um lar. Foi amor à primeira vista. O gatinho era uma bola de pêlo mínima, preta e assustada e, mesmo tendo consciência das dificuldades que ele enfrentaria por causa da sua cegueira, Gwen decidiu adoptá-lo - e ele tornou-se os olhos pelos quais ela passaria a ver o mundo. Baptizado de «Homer» -- uma homenagem ao poeta grego supostamente cego, criador da Odisseia e do seu herói, Ulisses --, este gatinho cresceu até se tornar um animal forte, confiante, cheio de entusiasmo e com uma vontade inesgotável de brincar! Ou seja, um gato temperamental, divertido e dengoso como qualquer outro. Mas foi a lealdade inabalável de Homer, com sua capacidade ilimitada de amar e o seu entusiasmo por superar obstáculos, que inspirou Gwen a mudar a sua vida e seguir o seu sonho de se mudar para Nova Iorque. Afinal, o seu gatinho cego era um exemplo de força, superação e coragem. E, quando conheceu o homem com quem viria a casar, Gwen percebeu que Homer lhe tinha ensinado a lição mais importante da vida: que o amor não é algo que possa ser visto com o olhar.
